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Conheça alguns produtos para a Geração Y

13/04/2010
Algumas empresas já estão ligadas à Geração Y e desenvolvendo produtos especialmente para eles. Confira alguns exemplos:

Sony Mylo: Um aparelho compacto que tem como objetivo possibilitar aos Gen Yers (pessoas da geração y) estarem ainda mais em redes sociais. O slogan do produto é “minha vida online”. A interface é amigável e ele parece com um video game por ser segurado com as duas mãos.

Hyundai – Velosters: Um carro desenvolvido para a geração Y, com uma imagem esportiva e ao mesmo tempo high tech.

Virtual Wallet – PNC: Atento às necessidades da geração Y de ter um banco mais informativo e que interaja com eles em diferentes canais, o PNC criou a Virtual Wallet. A ferramenta os ajuda a planejar o próprio orçamento, pagar contas, economizar e investir. Além disso, apresenta vídeos sobre como lidar com as finanças, aplicativos para IPhone, notícias…

https://www.pncvirtualwallet.com/

Por que a Geração Y é impaciente, direta e participativa?

13/04/2010
As características da Geração Y já foram exaustivamente discutidas. Eles são impacientes, preocupados com si próprios, interessados em construir um mundo melhor, liberais no consumo, um tanto conservadores no aspecto social, gostam de novidades, querem estar antenados, buscam símbolos que os liguem a comunidades, distraídos, impacientes, menos fiéis, anti-hierárquicos, insubordinados, voláteis na profissão e imediatistas.

Mais do que descrever as suas características, é necessário entender o porquê deste comportamento e como ele impacta as empresas.

Este grupo de pessoas nasceu na era digital, já com uma democrática instituída e com pais já menos tradicionais que os avós. Viu muitos pais dedicados à carreira e culpados pelo pouco tempo disponível para a família.

Foram “treinados” a ter respostas rápidas e conseguir discutir com adultos temas que antes nem se sonhava envolver os filhos. Com isso, desenvolveram autonomia de pensamentos, liberdade de escolhas e opiniões críticas. Precisam ver sentido no que estão fazendo. Não são a mesma geração dos pais, em que não era permitido questionar, somente fazer. Foi-lhes dado a liberdade de pensamento sobre o que é certo ou errado para ele. Com isso, tornaram-se pessoas questionadoras da finalidade da própria vida.

Se pudéssemos colocar um objetivo de vida para esta geração, ele seria desenvolver a auto-realização.Querem buscar o significado das suas atividades, dar sentido aos seus pensamentos.

Segundo uma pesquisa da FIA/USP realizada com cerca de 200 jovens de São Paulo nascidos entre 1980 e 1993, 99% deles só se mantêm envolvidos em atividades que gostam. Gostar para eles vem da busca de significado, do propósito da atividade que fazem.

Pensando na vida profissional, esta questão fica ainda mais acentuada. Não é somente o salário que segura este grupo. Eles precisam estar engajados com os objetivos da empresa, entender a sua função e contribuição para o grupo e transitar livremente na tomada de decisões.

De acordo ainda com pesquisa da FIA/USP, 96% deles acreditam que o objetivo do trabalho é a realização pessoal. Na questão “qual pessoa gostariam de ser?”, a resposta “equilibrado entre vida profissional e pessoal” alcançou o topo, seguida de perto por “fazer o que gosta e dá prazer”.

Se não há um equilíbrio entre a vida pessoal e profissional e se não estão fazendo algo que se orgulhem, eles não hesitam em trocar de emprego. Fidelidade a empresas não é mais valorizado.

Vieram de uma cultura do informal, da proximidade virtual, do compartilhamento de informações e criação de conteúdo. Ao mesmo tempo em que estudam, são capazes de ler notícias na internet, checar a página do Facebook, escutar música e ainda prestar atenção na conversa ao lado. Para eles, a velocidade é outra. Os resultados precisam ser mais rápidos, e os desafios, constantes.

A valorização da ética e da honestidade é muito presente entre este grupo. Devido à massificação do acesso à informação, eles são capazes de testar se o conhecimento que professores ou gestores estão lhe passando é verídico. Gostam de ter este poder e de fato as vezes o utilizam. Não como forma de teste, mas como uma ferramenta para colocar a verdade do conhecimento e a discussão de opiniões em primeiro lugar.

No final, a conclusão é que eles estão de fato customizando a própria existência.

Fontes: Galileu, IDG Now, Exame

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Criado por Thiago Moura