Assisto a séries, logo existo
Você já parou para pensar que as séries de televisão estão de alguma maneira ligadas aos pensamentos de grandes filósofos?
Isso é o que o livro “Philosophie en Séries” (”Filosofia em Séries”) escrito por Thibaut de Saint Maurice tenta discutir. Para ele, as séries são uma maneira de trazer à cultura de massa a filosofia clássica, com temas contemporâneos. Segundo seu estudo, as seguintes séries poderiam ter sido escritas por:
- 24 Horas: Kant (1724-1804) O fim não justifica os meios. Cumprir o dever não é buscar o melhor resultado e, sim, seguir a lei moral. Já John Stuart Mill (1806-1873) defende que todos os meios são válidos desde que visem o bem de muita gente
- House: Sócrates (470-399 a.C.) O método dialético defende que uma resposta (ou hipótese) é verdadeira se resistir à refutação, ou seja, à contradição. Daí a importância das perguntas bem feitas.
- Lost: Thomas Hobbes (1588-1679) O estado natural dos homens é um estado de liberdade que, para Hobbes, leva à guerra e à insegurança. Os laços sociais não são criados por afetos, mas para tornar possível a convivência.
- Desperate Housewives: Schopenhauer (1788-1860) Viver é, essencialmente, sofrer, já que a vida é atravessada por um desejo que não se completa, até porque, caso um desejo se realize, outro surgirá em seu lugar.
- CSI: Aristóteles (382-322 a.C.) O silogismo é um arrazoado que reduz a verdade a partir de premissas consideradas, elas mesmas, verdadeiras. É a verdade das premissas que garante a verdade da conclusão.
- Grey’s Anatomy: Nietzsche (1844-1900) Se, para Nietzsche, o trabalho é um instrumento de controle da individualidade, para seu contemporâneo Alain (1868-1951), o trabalho da aos homens uma nova identidade e os faz tomar consciência de suas capacidades.
Para ler mais sobre o tema, veja a reportagem da Folha:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u693612.shtml